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04 de Abril de 2025

Mitos x verdades sobre a gravidez: ginecologista desvenda as dúvidas mais comuns

Foto: Freepik

Recentemente, uma onda de dúvidas sobre gravidez tomou conta das redes sociais. Pensando nisso, a Dra. Camilla Salmeron, ginecologista do AME Mulher, unidade gerenciada pelo CEJAM, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, esclarece os principais mitos que circulam sobre fertilidade e concepção. Confira:

Urinar após a relação sexual previne a gravidez?

Não, urinar não previne a gestação. A urina percorre o trato urinário, que é ligado à bexiga, passando pela uretra e sendo eliminada. O espermatozoide, por sua vez, percorre o trato ginecológico, entrando pela vagina, passando pelo colo do útero, pelo útero e, finalmente, pelas trompas. São sistemas anatômicos distintos.

Quais são os métodos contraceptivos disponíveis e como funcionam?

Existem inúmeros métodos contraceptivos disponíveis no mercado, desde a contracepção de emergência até métodos de longa duração, com capacidade contraceptiva de até 12 anos. O mecanismo de ação varia de acordo com a presença de hormônios e o modo de utilização. Entre os mais comuns, destacam-se as pílulas anticoncepcionais, adesivos, anel vaginal, DIU (Dispositivo Intrauterino) hormonal e não hormonal, implante contraceptivo, preservativos (internos e externos) e métodos cirúrgicos, como a laqueadura e a vasectomia. É importante ressaltar que apenas o uso do preservativo também previne contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis.

Existe, de fato, posição sexual específica que aumenta as chances de gravidez?

Não, nenhuma posição adotada durante a atividade sexual tem interferência significativa no resultado gestacional. Da mesma forma, não há evidências científicas que comprovem que permanecer deitada após a relação sexual aumenta as chances de engravidar.

Há algum alimento ou bebida que aumenta a fertilidade ou as chances de engravidar?

Hábitos de vida saudáveis, no geral, podem ter um impacto positivo na capacidade reprodutiva. Uma dieta balanceada, rica em antioxidantes, fibras, ômega 3, ácido fólico, ferro e vitaminas, contribui para a saúde geral e, consequentemente, pode tornar as condições mais favoráveis à gestação. Em oposição a isso, o consumo de açúcar refinado, carboidratos, alimentos ultraprocessados, bebidas alcoólicas e cafeína pode impactar negativamente a fertilidade feminina e masculina.

Ainda falando sobre alimentos: existem alimentos ou chás que podem ter efeito abortivo?

Apesar de ser um mito persistente, não há evidências científicas que comprovem o potencial abortivo de chás ou alimentos específicos.
O que pode ocorrer é o consumo de alimentos que aumentam o risco de infecções, como alimentos crus ou mal lavados, o que, por sua vez, pode levar a malformações no feto. Além disso, o consumo excessivo de chás como o de erva-doce ou camomila, ou aqueles que contêm cafeína, como chá preto e mate, pode ser preocupante. Embora esses chás só causem efeitos se consumidos de maneira concentrada, a FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, recomenda que a ingestão se mantenha abaixo de 200 mg diários. Devido à falta de estudos robustos sobre o tema, a indicação é sempre consultar o obstetra.

As chances de uma gestação aumentam durante o período fértil?

Sim! O período fértil do ciclo menstrual é o momento hormonal mais propício à gestação. O ciclo menstrual prepara o corpo feminino regularmente para gestar. O período fértil dura cerca de uma semana, acontece no meio do ciclo e pode variar segundo a duração média do ciclo da paciente.

Ter relações sexuais durante a menstruação pode diminuir as chances de engravidar?

Ter relações sexuais durante o período menstrual praticamente exclui o risco de gestação. O grande desafio, nesse caso, é ter certeza de que o sangramento é efetivamente menstruação ou se é causado por alguma condição patológica, o que é relativamente comum entre as mulheres em idade fértil. Para entender o ciclo menstrual, é muito importante registrar os eventos mais importantes e, assim, conseguir observar alterações discretas, como mudança da secreção vaginal, alterações de humor, queixas de dor e padrão do sangramento.

Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento

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